



Escapou-se por entre os dedos uma taça que afinal era uma jarra!
Parabéns Cosmos, podem leva-la que o "bigodes" até vos dá uma ajuda, nós ficamos com o nosso capitão, são ambas peças de mobília mas assim como assim o Zé sempre fica lá melhor na nossa sala!
Agora mais a sério sobre a grande final da taça 2007:
Uma primeira palavra para o Cosmos que foi um justo vencedor, pela forma correcta que abordou o jogo, pelo respeito e preocupação única em ganhar com desportivismo e correcção. Os nossos parabéns!
Defrontavam-se o terceiro e quarto classificado, equipas com um valor muito próximo sobretudo para um jogo com as características de uma final.
Por um lado o Cosmos com o peso de todo o seu historial, mais experiente, mais regular, com maior consistência defensiva, onde pontificam a grande competitividade de Paulo Bento e os rasgos individuais do Ricardo Aragão. Acima de tudo uma equipa muito rodada que interpreta bem o espírito guerreiro do seu treinador, Tiago Vaz. Tinha por seu lado o handicap de nos últimos anos ter perdido quatro finais.
Do outro lado o Madeira, uma equipa mais jovem que tem crescido nas ultimas épocas com muito talento e agressividade mas menos regular. Com a equipa na máxima força joga de igual para igual com qualquer adversário. Jogadores de destaque, o Alexandre, trinco que pauta o jogo, o Bé e o Gonçalo Rodrigues jogadores de grande nível e o “mais valia” Pedro Silva um dos melhores numero 10 do CIF.
O Madeira não atingia uma final da taça há muitos anos sendo este jogo o ponto mais alto para a maioria dos jogadores da equipa.
Os dados estavam lançados e as equipas entraram em campo determinadas na vitória. O Cosmos começou melhor nos primeiros 10 minutos mas sem grandes oportunidades, o Madeira assenta o jogo e toma conta da partida criando tês situações de golo com uma bola na trave e dois lances de muito perigo. O golo aparece naturalmente numa bola ganha no meio campo contrário com o Bé a fazer uma assistência para a entrada do Gonçalo que apertado por dois adversário e à saída do guardião contrário encosta de trivela com o é direito fazendo a bola entrar junto ao poste esquerdo. Grande golo!
O jogo segue na mesma toada com o Madeira a dar o meio campo ao adversário e a sair em contra-ataque, ainda assim os últimos 5 minutos são do Cosmos se instala no meio campo e equilibra o jogo equilibra também as bolas na trave com a sorte desta vez a sorrir à equipa amarela.
Após o intervalo o Madeira entra na segunda parte com uma alteração, o Mister Godinho tira o Bernardo por precaução de um cartão amarelo, subsituação ingrata pois estava a ser um dos melhores em campo, entra André Sotero para o corredor direito e Gonçalo posiciona-se no lugar do Bernardo. Também o Cosmos altera e Tiago corrige o posicionamento de Paulo Bento que jogara a libero na primeira parte e sobe agora para meio campo. Desde logo sente-se a diferença e o Madeira não consegue manter o nível da primeira parte. O golo aparece a meio da segunda parte num lance muito discutível. Bola dividia dentro da área com duas cargas de parte a parte a experiência de Filipe Fortes sobre Rodrigo a cair com algum aparato e é o fiscal “bigodes”a assinalar uma falta que o árbitro (e quase todo o CIF) não viu. Ricardo Aragão marca a penalidade exemplarmente, forte e bem colocada sem hipótese para Bruno “Casillas”.
Godinho mexe então na equipa, volta a colocar o Bernardo no meio campo e o jogo reequilibra-se, ainda assim o Cosmos embalado pelo golo continua a ter um ligeiro ascendente, o Madeira dá boa réplica mas não consegue criar perigo. A cinco minutos do fim Godinho tira da cartola o coelho magico que tantas vezes resolveu partidas, Caramelo que após longa ausência por lesão entra para o habitual “golpe de teatro”. Mas era o dia do Cosmo, um lance muito semelhante ao do Madeira, o Cosmos sentencia a partida quando tudo já se preparava para os penaltis. Desta vez o “bigodes” fiscal de linha em caso de dúvida não voltou a levantar a bandeirola deixando prosseguir um lance que muitos acharam de fora de jogo. Em abono da verdade este terá sido legal.
Vitória merecida do Cosmos num jogo que qualquer das equipas poderia ter ganho. O Madeira esteve melhor na primeira mas não matou o jogo. Na segunda a vontade de ganhar do Cosmos foi a chave do jogo, pressionou e virou o resultado. Teve também a estrelinha na forma como marcou, num penalti caseirissimo e nos últimos minutos com sem dar margem a uma nova reviravolta.
O Madeira saio de cabeça erguida, jogou de olhos nos olhos com Cosmos e a estratégia inteligente do treinador Tiago mostrou o respeito que tinham pela equipa tricolor. Ficou alguma mágoa de poder ir mais além mas acabou por ser positivo e aguardem para breve pois este Madeira quer mais!
Arbitragem
Teve todos os ingredientes para ser fácil, as equipas foram de uma correcção a toda a prova mas aquele penalti forçado, assinalado pelo fiscal de linha manchou o jogo. Ficou sempre a sensação que o factor 19 (Paulo Bento), teve sempre algum peso no apito, afinal quem não gosta de agradar!
O Madeira não se desculpa na arbitragem, não perdeu por isso e tem consciência que poderia ter feito melhor mas a equipa de arbitragem, ainda por cima de primeiro nível, também quis brilhar!
Nota Final para a terceira parte ao mais puro estilo do Rugby, as equipas reuniram-se numa saudável sardinhada que a Sra. Isabel e o Sr. António prepararam para assinalar a festa do final da época. Das sardinhas às febras, das saladas à broa, do tintól à cerveja, tinha de tudo e foi encher a mula que bem até mais não. Passou-se então ao andar de cima neste caso só a “fina flor” ficou representada, uma dúzia de jogadores de cada lado continuaram o duro jogo de rebentar com o stock de álcool do bar, desta vez a vantagem foi clara para o Madeira que embora abalado pela derrota nunca mostrou toda a sua garra. Do CIF à Costa da Caparica foi um tirinho e a festa continuou na praia do Castelo, chinelo no pé e muita gatinha da costa aos saltos até às três da matina! Fica o registo para a posterioridade dos bravos resistentes: Do Cosmos, RB, Pedro e Domingos, do Madeira, também um trio maravilha, Lourenço, Bernardo e Pedro Silva… sempre a virar frangos!